Campanhas eleitoriais na internet Abradi

Código de Conduta para Agentes Digitais em Campanhas Eleitorais na Internet

Por ABRADi DF, 14 de junho de 2018
Há dez anos, a internet era vista como um oceano de oportunidades para jornalistas, publicitários e comunicadores encontrarem novas maneiras de interagir com seus públicos. Redes sociais, sites e aplicativos pareciam ilhas que prometiam não impor limites para o exercício da criatividade e da inovação. Hoje estamos vivendo uma era de fake news, de perfis falsos, de hackers e de bots. A Internet propiciou inúmeras oportunidades e um ambiente de ampla convivência entre todos, mas agentes mal-intencionados estão manchando a legitimidade do mercado da comunicação, especialmente quando se trata de campanhas eleitorais na Internet.
 
Esses tempos nebulosos ganharam um nome à altura: pós-verdade – substantivo que denota o risco da opinião pública estar sendo baseada mais em crenças e emoções do que em fatos. O termo ganhou peso no último processo eleitoral norte-americano, onde o uso de notícias falsas e a manipulação de informações fugiram do controle.
 
O Tribunal Superior Eleitoral brasileiro acompanha essa realidade e está tomando medidas para diminuir o impacto da pós-verdade nas eleições de 2018. A promessa do órgão é fiscalizar o que será publicado pelos candidatos, visto que a disputa política sempre foi um vale tudo no país e, agora, a internet é um imenso campo de batalha. A ABRADi acredita que a Internet amplia a transparência, facilita o acesso a dados, permite maior interação entre candidatos e eleitores e pode ser utilizada para prestar bons serviços durante o processo eleitoral. A ABRADi estimula o respeito às pessoas, à ética, à integridade e à legalidade. São com essas premissas que elaboramos este Código de Conduta e recomendamos que seja adotado por agências digitais e demais profissionais que trabalharão para partidos e candidatos políticos nas eleições de 2018.
 
Marcelo Sousa
Presidente da ABRADi